VIRADA NO TRIBUNAL Advogados provam legítima defesa de clientes denunciados pelo Ministério Público
21/10/2021 17:32 em CLUBE Noticias

VIRADA NO TRIBUNAL

Advogados provam legítima defesa de clientes denunciados pelo Ministério Público

 

Em mais uma tempora do Tribunal do Júri de Minaçu, nos dois primeiros julgamentos verificou-se êxito total dos advogados de defesa que conseguiram reverter a situação de seus clientes, alcançando a absolvição.

O primeiro caso foi o de Danilo dos Santos Ribeiro que em agosto de 2017 matou com um golpe de facão Gilson Medeiros de Lima, o popular Robô. Danilo estava denunciado pelo promotor da época, Darkson de Oliveira, como homicídio por motivo fútil, no entanto, o advogado de Defesa, Paulo Humberto, conseguiu provar no plenário que o acusado agira em legítima defesa. “A denúncia do promotor anterior foi completamente errada. O Danilo estava tirando lenha e viu o Gilson, que tinha o apelido de “Robô por causa da extensa ficha criminal, e disse que era pra ele sair da porta de sua casa – Robô era envolvidos com mais ou menos 20 casos de roubos. Robô o agrediu com um soco no peito e o ameaçou de morte, tentou tomar-lhe o facão.  Mostramos que o Gilson tinha um corte na mão, oriundo desta tentativa de tomar o facão do Danilo, que só portava tal arma por estar tirando lenha. Na sua defesa, ele deu um golpe e o Robô. O Danilo apenas queria se defender, se quisesse matar teria perseguido o Robô e aplicado mais golpes”, é o que disse o advogado Paulo Humberto. A tese de legítima defesa foi acatada, inclusive, pelo promotor Danilo de Souza Resende, que atuou na acusação.

Vale do Bijuí

Em outro julgamento, no dia 21, o Tribunal do Juri também absolveu Carlos Antônio Lira da Silva, que estava acusado por homicídio duplamente qualificado. Ele matou Leandro Alves de Oliveira, no assentamento Vale do Bijuí, em 2019, com golpes de faca.

Carlos Antônio em todos os seus depoimentos alegou legítima defesa. Consta dos autos que ele e Leandro tiveram uma noite de muitas bebidas, que teria custado 200 reais. Carlos Antonio pagou a despesa no compromisso de Leandro assumir a  metade posteiormente. Ainda conforme os depoimentos de Carlos, Leandro nunca lhe pagava os 100 reais e ao ser cobrado reagiu com violência.

Carlos foi defendido pelos advogados Waldercy e Mauro Sérgio Barbosa, os quais também conseguiram reverter a situação do cliente e provar que ele agiu em legítima defesa. Com isso o Tribunal do Júri decidiu pela absolvição.

O Tribunal volta a se renir em dezembro. No dia 9 vai a júri Fábio Junior Gomes de Freitas, tendo como vítima Waldeci de Oliveira; no dia 10, Railton Nunes de Oliveira e Analia Stefani Teixeira, acusados de crime contra Genivaldo Pereira de Araujo.   

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