Minaçu busca melhorias no atendimento ao público; no Jardim Primavera já ocorre o agendamento das consultas
17/02/2018 17:43 em CLUBE Noticias

Legenda

Secretário Walclair e enfermeira Claudiana anunciando mudanças na saúde para melhor atendimeento ao público

 

 

A saúde em Minaçu, em busca de um atendimento à comunidade de altíssima qualidade, está passando por uma transformação generalizada, implantando a planificação e classificação de risco.

O grande desafio é deixar o hospital municipal apenas para as emergências. Para isso é preciso atender bem o público nos postos de saúde. E é exatamente por lá que estão começando as mudanças. O PSF 5, do Jardim Primavera, passou a funcionar como o laboratório da planificação, e hoje não se tem mais aglomerado de pessoas, nem é preciso alguém ir para lá fora de hora para assegurar aquela desejada consulta médica. Tudo é agendado, a pessoa vai ao PSF e marca dia e hora da consulta. Aí começa também a classificação de risco. Essas consultas são agendadas entre a semana da solicitação e a seguinte, mas, se o paciente alegar algum sintoma que indica necessidade de um atendimento mais urgente ele passa por uma triagem. Caso seja necessário, o PSF tem uma reserva de vagas para emergências. E se for o caso, ele já pode sair direto para o Hospital Municipal.

É um começo da chamada e polêmica classificação de risco que vai começar a funcionar no Hospital Municipal a partir de março: ninguém será atendido mais pela ordem de chegada, mas, conforme a classificação que for dada à sua necessidade pela triagem que vai acontecer conforme os padrões da classificação de risco elaborada pelo Ministério da Saúde.

A enfermeira Claudiana do Prado Ferreira Barbosa, do PSF Jardim Primavera, informa que hoje ela tem um completo controle sobre a saúde da população como, por exemplo, quantas gestantes existem numa determinada quadra da área abrangida pelo PSF, ou quantos idosos, hipertensos, etc. “Hoje temos condições não só de atender bem a comunidade, mas, acompanhar a saúde de cada um deles”, frisou.

Já o secretário municipal de Saúde, Vlaclair Cavalcante, faz um apelo para a população para que todos compreendam e ajudem a saúde pública a melhorar a qualidade do atendimento. “Pode ser que aconteça que a pessoa chegue ao hospital e brigue com a enfermeira quando ver alguém que chegou depois ser atendido primeiro. Pedimos a compreensão de cada um”, disse o secretário. No entanto, na hora da triagem, a pessoa vai ser informada qual foi a sua classificação e o tempo possível de espera.

 

O Ministério da Saúde estabelece como zero minuto de espera para os casos emergenciais, que são classificados como VERMELHO.

 

Já os casos considerados URGENTES são classificados como AMARELO e podem esperar até 60 minutos.

 

Os MENOS GRAVES são classificados como VERDE e podem esperar até 120 minutos

 

Por último, os CASOS LEVES são classificados como AZUL e podem esperar até 240 minutos, seja, 4 horas. O secretário observa que não significa que a pessoa vai esperar 4 horas, mas, que, pelo Ministério da Saúde os casos classificados como azul estão sujeitos a uma espera por esse período sem que seu problema fique mais complicado. Não é o caso de quem sofreu um AVC, ou um acidente com fraturas. “Existem casos que nós podemos perder o paciente m poucos minutos, ou ele ficar com sequelas caso não seja atendido com rapidez”, explica a enfermeira Claudiana. Já o secretário Valclair lembra que entre os pacientes que já estão internados no Hospital pode ocorrer recaídas e gerar situações emergências, que serão tratadas como prioridades conforme a classificação de risco.

 

O Protocolo segundo Sistema de Classificação Manchester

Fonte: http://www.enfermeiroaprendiz.com.br

A implantação do protocolo de Manchester foi realizada pela primeira vez na cidade de Manchester em 1997, permitindo que os atendimentos fossem realizados com mais eficiência, já que se tratando de saúde, tempo pode representar a diferença entre salvar uma vida e perder um paciente.

Este método prevê que o tempo de chegada do paciente ao serviço até a classificação de risco seja menor que dez minutos, e que os tempos alvos para a primeira avaliação médica sejam cumpridos de acordo com a gravidade clínica do doente.

O Protocolo de Manchester é baseado em categorias de sinais e sintomas e contém 52 fluxogramas (sendo 50 utilizados para situações rotineiras e dois para situação de múltiplas vítimas) que serão selecionados a partir da situação/queixa apresentada pelo paciente.

O método não propõe estabelecer diagnóstico médico e por si só não garante o bom funcionamento do serviço de urgência. Este sistema pretende assegurar que a atenção médica ocorra de acordo com o tempo resposta determinado pela gravidade clínica do doente, além de ser uma ferramenta importante para o manejo seguro dos fluxos dos pacientes quando a demanda excede a capacidade de resposta.

Como é aplicado o Protocolo de Manchester pelo Enfermeiro (ou médico)?

O paciente faz uma queixa, descreve o sintoma apresentado, por exemplo, “dor abdominal”, o enfermeiro segue o fluxograma DOR ABDOMINAL, disponível no protocolo de Manchester. Cada fluxograma contém discriminadores que orientarão a coleta e análise de informações para a definição de prioridade clínica do paciente.

Ou seja, não existe uma rotina de atendimento, por exemplo, verificar todos os sinais vitais de todos os pacientes que dão entrada aos serviços de emergência, pelo contrário, para cada atendimento segue-se um fluxo estabelecido no protocolo, de acordo com o sintoma apresentado, que norteará sua conduta. Muitas vezes, por exemplo, pode ser necessário verificar somente a pressão e a temperatura, outras, a frequência cardíaca e a pressão, para que assim, não se perca tempo com o que não é relevante naquele momento, para aquele quadro clínico apresentado.

 

 

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